06/04/2026
O "Paradoxo do Sebo": Exportar não é mais a prioridade? 🇧🇷
O mercado de rendering brasileiro encerrou 2025 com um recorde de produção, mas um desenho de exportação completamente novo. Se você ainda olha apenas para o volume embarcado, está perdendo o quadro geral.
O Dado: O Brasil produziu mais de 1.3M de toneladas de sebo bovino em 2025, porém, o gráfico de exportação mostra uma queda acentuada no Q4. Por quê?
A Realidade: 1. Tarifas nos EUA: A taxação de 50% imposta em agosto/25 fechou a janela do HVO americano para o produto brasileiro.
2. Mandato B15: O consumo interno de gordura animal para biodiesel saltou para quase 10% do share total. O sebo "ficou em casa" para suprir a demanda da Lei do Combustível do Futuro.
3. MBM sob Pressão: A farinha de carne enfrenta um spread apertado contra o farelo de soja, exigindo maior eficiência logística nos portos do Sul/Sudeste.
Impacto no Negócio: O mercado deixou de ser puramente de "arbitragem de preço" para se tornar um mercado de "estratégia de certificação". Quem possui certificação ISCC e rastreabilidade está conseguindo contornar as barreiras e acessar prêmios na União Europeia (RED III).
Insight AGM: Recomendamos cautela em posições curtas. A manutenção do B15 e a possível transição para B16 em 2026 manterão o preço do sebo descolado das commodities globais.
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Recomendação de Ação: Para o Q2 de 2026, foco total na diversificação de destinos para a MBM (Ásia) e na certificação de descarbonização para o sebo. A janela de oportunidade agora está no valor agregado da sustentabilidade, não apenas no volume de proteína.