16/07/2020
VERDADES SOBRE OS MOTORES FLEX
A falta de informação tem levado muitos proprietários de veículos flex a acreditarem em mitos sobre esse sistema que existe no mercado há mais de dez anos. Alguns acreditam que o motor tende a viciar somente num tipo de combustível enquanto outros procuram vários artifícios para evitar o tal ''grilado'' do motor.
Com a atual tecnologia, os sistemas flex estão preparados para funcionar com álcool, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção. O ajuste do sistema de injeção eletrônica é automático. Mas vale algumas dicas.
Ao abastecer o veículo, todos pensam na economia, claro. Portanto, é bom saber o que é mais vantajoso de acordo com o preço de combustível na região onde mora. O álcool rende menos que a gasolina. Assim, se o preço estiver acima de 70% do preço da gasolina, não vale a pena.
Toda vez que o motorista abastece o veículo, o sistema inicia um processo de 'aprendizagem' para identificar o combustível. Se, por exemplo, já tinha gasolina no tanque e no posto abasteceu com o mesmo combustível, os cálculos da Unidade de Comando do veículo não alteram. Mas se trocou para o álcool, é necessário um tempo - no mínimo uns quinze minutos - para o sistema se adaptar ao novo combustível. Se o motorista trocar de gasolina para álcool, ou vice versa, e rodar uns dois minutos e desligar o motor, terá problemas na próxima partida.
E o mais importante: o reconhecimento do combustível é realizado por um conjunto de sensores eletrônicos que dependem do bom funcionamento do motor. Seguir rigorosamente as manutenções preventivas recomendadas pelo fabricante são essenciais para a eficiência do sistema flex, principalmente revisões nos sistemas de ignição e injeção eletrônica.