27/08/2026
O pai dizia que ele escrevia melhor do que fotografava. O livro começou a ganhar forma depois que ele morreu.
Marcio Pimenta () ganha as páginas da VEJA () e o site da revista com o mesmo depoimento: a travessia que virou "Encontrando Darwin", seu primeiro livro, publicado pela Editora Solisluna. A versão impressa saiu na seção Primeira Pessoa da edição 3007, e a digital também está no ar.
São 11 mil quilômetros pelos confins da América do Sul, sozinho num 4x4, atrás de um Darwin que quase ninguém procura: não o senhor de barba branca cercado de tartarugas, mas o jovem de 22 anos, inseguro, fugindo da pressão da família. Foi na Patagônia, e não em Galápagos, que ele achou fósseis incompatíveis com a idade da Terra defendida pela Igreja.
O depoimento é também sobre o preço. Em Ushuaia, Pimenta achou que estava infartando; era colapso por estresse. E há uma lição que ele tira de Darwin e devolve ao nosso tempo: o naturalista embarcou criacionista e voltou disposto a rever tudo. "Não foi apenas sua inteligência que o tornou um dos maiores cientistas da história, mas sua abertura para mudar de ideia diante das evidências." Hoje as certezas costumam chegar antes das perguntas.
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