Temos certeza que será uma boa experiência. Nos idos dos anos 80 uma conversa entre amigos passou da simples conversa à ação. Na época, a opinião geral era a mesma: o mercado de pintura automotiva e de motocicletas era carente de mão-de-obra qualificada. E, o curioso, a conversa se manteve mais na pintura de motocicletas. As dúvidas eram simples. Como se pinta uma moto? "Ora, da mesma forma que se
pinta um carro", respondeu o Sr. Florindo Gentil, um artista em pinturas que participava da conversa. "Primeiro", continuou ele "remove-se toda a tinta com um decapante especial para pinturas, depois se limpa toda a superfície da peça, a chapa de metal, sem por as mãos suadas, pois o acido úrico do suor enferruja a chapa. Em seguida, chapa limpa e seca, aplica-se o fundo universal (não esquecendo de verificar se há amassados, claro). Feito isso é só pintar". Assim pareceu tudo fácil. "Mas e as cores, o brilho, as faixas, isso, aquilo, e aquilo outro?", começou a perguntar Augusto - o Piu-piu. Eram muitas perguntas. "Quer aprender? Eu te ensino", disse o Sr. E emendou: "você m***a um canto lá na minha oficina e começa". Dessa conversa, Augusto Piu-piu e mais dois sócios começaram a trabalhar. Inicialmente, a MG Pinturas prestou serviços às ditas "bocas de motos" no centro da cidade - região da R. Ozório. O lema já era o mesmo: capricho. Com o serviço diferenciado, bonito, novos clientes passaram a procurar a MG e o conhecimento de Augusto Piu-piu. Desde pequenas lojas de motocicletas até concessionárias famosas e clientes exigentes. Com o tempo a sociedade foi desfeita. A MG cada vez mais passou a trabalhar com motocicletas de porte média em diante. Mas nunca deixou de atender todos os clientes. Desafios como peças de arte e recuperação, até trabalhos triviais como pinturas de frotas surgiam em busca da mesma qualidade e capricho aplicado às esportivas, e encontravam a resposta positiva de quem trabalha com prazer.