28/05/2016
A lavagem de carro a seco não é nenhuma novidade. Inúmeros estacionamentos residenciais, comerciais, revendas de automóvel e até de grandes centros de compras contam com esse tipo de serviço, que surgiu em São Paulo em 1996. Atualmente, o método também conta com prestadores de serviços independentes.Ainda assim, o tema da lavagem a seco vinha sendo tratado erroneamente por muitos, como um serviço de luxo, ou pouco acessível. E esse, talvez, tenha sido o maior equívoco de todos. A crise no abastecimento de água, que atingiu o Estado de São Paulo em 2014, não é novidade para ninguém. Em algumas cidades do interior paulista, o problema ocorre desde o mês de fevereiro deste ano. Nesses municípios, a situação chegou num ponto tão grave que a população faz manifestações com a queima de ônibus e interdições de rodovias. Afinal, f**ar mais de 30 dias sem uma única gota de água na to****ra, realmente não é fácil. E, por conta disso, vemos o aumento das campanhas que incentivam a economia e o uso racional da água. Mesmo que tardios, todos os gestos são válidos: banhos mais curtos, escovar os dentes com o uso de um copo d’água e não lavar calçadas são algumas das atividades que ajudam na economia de água. Agora, será que as pessoas têm consciência de quantos litros de água são utilizados numa lavagem de carro? Em média, são inacreditáveis 300 litros. Para se ter uma ideia do desperdício, uma residência com cinco pessoas deveria consumir, segundo a ONU, no máximo 600 litros de água para suprir as necessidades básicas diárias. Aqui f**a a pergunta: o que é mais importante? Lavar dois carros, ou permitir que uma família possa passar o dia tomando banho, fazendo comida e mantendo a higiene pessoal? A resposta é um tanto óbvia para qualquer pessoa de bom senso. Acontece que essa pergunta não precisava ser feita no período da abundância de água. Agora, ela precisa de respostas (e soluções) mais que urgentes! O problema da água só tende a piorar com o tempo. A população sempre cresce, a indústria e a agricultura são grandes consumidores deste recurso, e o clima está cada vez mais seco e quente. Então, economizar água deixou de ser apenas “bonito” ou “politicamente correto” para ser vital à sociedade.