11/12/2020
Texto grande , mas um conteúdo a ser pensado .
Eu sou engenheiro mecânico formado e muito do meu foco foi o estudo sobre a questão energética, se me permitirem gostaria de compartilhar algumas constatações:
O que o colega acabou de afirmar via áudio é a mais pura realidade. É inegável que os veículos eletricos são mais econômicos, eficientes e eu diria até inteligentes e seguros. Não geram CO2, tem menos fluídos consumíveis e logo logo terão desempenho superior ao motor de combustão interna. Mas a grande questão é, como o Carlos disse, o antes e o depois da produção e uso do veículo. Um veículo elétrico demanda uma quantidade enorme de cobre, manganês, zinco e etc para fabricação do motor, por exemplo, qual o custo ambiental para obtenção destes materiais? Para as baterias, litio, prata, chumbo e outros metais pesados sao matéria prima, de obtenção altamente danosa ao meio ambiente. Após o término da vida util destes componentes, muitos serão reciclados, porém o próprio processo de reciclagem já é tão ou mais poluente que a propria fabricação com matéria prima virgem.
Levemos em conta também, que muitos países desenvolvidos e principais adeptos aos elétricos tem a produção de energia ainda atrelada ao consumo de combustíveis fósseis.
Sendo assim, podemos entender de maneira fácil e objetiva, que neste momento, os veículos elétricos apenas transferem o dano ambiental da ponta do escapamento pra um lugar mais afastado onde os donos nao vão ver e poderão se achar seres humanos ecologicamente corretos. Tipo o vegano que compra verdura orgânica e ignora que foi um cavalo puxando carroca que trouxe a verdura dele para a feirinha😂
Futuramente, os elétricos serão uma regra, e talvez até lá, apareçam tecnologias que os tornem realmente não poluentes. Existe em desenvolvimento uma série de baterias que nao utilizam metais pesados em larga escala. Como a célula de etanol por exemplo. Mas por enquanto, a combustão eficiente ainda é o melhor caminho e a Greta que vá brincar de boneca. Novamente desculpem pelo texto longo. Mas informação bem passada não se faz em poucas linhas. ABRAÇO!