13/11/2019
Propriedades e Manejo do Capiaçu
A cultivar BRS Capiaçu é um clone de capim elefante (Pennisetum purpureum Schum) com propagação vegetativa. A cultivar apresenta porte alto e se destaca pela produtividade e valor nutritivo da forragem, quando comparada com outras cultivares de capim elefante.
A cultivar caracteriza-se por apresentar touceiras densas e colmos eretos, o que facilita a colheita mecanica; folhas longas, largas e de cor verde. A BRS Capiaçu é recomendada para cultivo de capineiras, visando a suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde. Devido ao seu elevado potencial de produção (50t/ha/ano), pode também ser utilizada para a produção de biomassa energética. A BRS Capiaçu apresenta maior produção de matéria seca a um menor custo em relação ao milho e a cana de açúcar. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca. A cultivar possui boa tolerância ao estresse hídrico, mas é susceptível às cigarrinhas das pastagens. Entretanto, quando a capineira é bem manejada, a cultivar apresenta boa tolerância ao ataque da praga.
Cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano, média de 30% a mais do que as cultivares disponíveis. Essa é a produção da BRS Capiaçu, nova cultivar de capim-elefante, que será lançada pela Embrapa Gado de Leite no dia 26 de outubro. Entre as principais cultivares de capim-elefante, a BRS Capiaçu é também a que apresenta o maior teor de proteína (ver tabela 1).
Capiaçu, em tupi-guarani, significa "capim grande". A cultivar não nega o nome, ultrapassando cinco metros de altura. O resultado é alta produção de biomassa. "Essa é sua melhor característica", afirma o pesquisador Mirton Morenz. A gramínea é indicada para cultivo de capineiras. No período da seca, pode ser fornecida para os animais picada verde no cocho ou como silagem.
Características Forrageiras e
Adaptativas
A BRS Capiaçu se destaca das demais cultivares de
capim-elefante por apresentar resistência ao tombamento,
facilidade para a colheita mecânica, ausência
de joçal (pelos) e touceiras eretas e densas.
Potencial de produção e valor nutritivo
A vantagem de utilizar o capim verde é que, assim, apresenta maior valor nutritivo. Quando o capim é cortado aos cinquenta dias, chega a ter 10% de proteína bruta, índice superior ao da silagem de milho, com cerca de 7%". O teor de proteína cai para 6,5%, com o corte aos 90 dias e 5,5%, cortado aos 110 dias. O processo de ensilagem também diminui a quantidade de proteína, que passa a possuir um teor pouco acima de 5%.
Silagem de Capiaçu
A forrageira representa uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. "O que se gasta com a produção de silagem de BRS Capiaçu é três vezes menos comparado à silagem de milho ou de sorgo", diz. O valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior ao da cana-de-açúcar.
Para atender aos requerimentos energéticos e proteicos do rebanho, tanto na silagem de milho quanto na de BRS Capiaçu, a suplementação concentrada é necessária. Comparando as duas silagens na alimentação de vacas em lactação, a silagem de BRS Capiaçu implica na necessidade de maior quantidade de concentrado na dieta. Mas, segundo Morenz, ainda assim, seu uso é economicamente vantajoso, por causa do menor custo de produção.