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AMAZONAS 1600 TINHA MOTOR VW E O TÍTULO DE MAIOR DO MUNDOEstradeira nacional dos anos 1970 surgiu como alternativa no pa...
20/09/2019

AMAZONAS 1600 TINHA MOTOR VW E O TÍTULO DE MAIOR DO MUNDO
Estradeira nacional dos anos 1970 surgiu como alternativa no país fechado às importadas de alta cilindrada
13/09/2019 07:09

No final da década de 1970 o brasileiro podia comprar apenas motos produzidas no país. A medida protecionista do governo militar acabou com a fartura de opções importadas, incluindo as desejadas 4 cilindros japonesas. Nossa indústria ainda engatinhava, por isso a produção local se concentrava em modelos de baixa complexidade tecnológica.

A exceção era a Harley-Davidson Electra Glide 1200 montada em Manaus (AM) pela Motovi com peças importadas pela Zona Franca. O preço estratosférico para a maioria dos brasileiros mantinha valorizados os modelos japoneses de alta cilindrada usados. Essa falta de opções levou os mecânicos Luiz Antônio Gomide e José Carlos Biston à criação de uma moto estradeira nacional usando motor Volkswagen 1500 refrigerado a ar. Nascia a maior motocicleta de sua época, que tinha até ré!

Gomide e Biston levaram mais de um ano para montar artesanalmente a Motovolks, como foi apelidada inicialmente. O chassi dessa primeira unidade aproveitava partes de americanas antigas Indian e Harley-Davidson, além de peças automotivas já existentes. Rodaram mais de 100.000 km realizando apenas a manutenção básica. Seria esse o diferencial da futura Amazonas, uma moto de alta cilindrada de manutenção simples que não dependia de peças importadas. Apesar das medidas avantajadas, a instalação de motor boxer numa moto não foi novidade. A BMW se notabilizou pelos 2 cilindros opostos, mas o conceito foi levado a outro nível com 4 cilindros VW.

A Auto Importadora Ferreira Rodrigues se interessou pelo projeto de fabricação, e no ano seguinte um protótipo com melhorias mecânicas e estéticas ficou pronto. Painel e comandos elétricos eram do VW Passat, farol de caminhão Mercedes-Benz, cáliper do freio de Ford Corcel, discos de VW Variant... Após aprovação pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, a primeira Amazonas foi testada por Duas Rodas em junho de 1977. “O conjunto é bastante estável e com bom equilíbrio, mas conduzi-la no trânsito intenso é relativamente cansativo por seu peso, dimensões e o acionamento duro da embreagem”, relatava a reportagem.

Em 1979 a gigante brasileira recebeu o motor de 1.584cc, que gerava 56 cv a 4.500 rpm e 10 kgf.m a 3.000 rpm, alimentado por um tanque de 30 litros. O torque superdimensionado para uma moto da época facilitava a aceleração dos 407 kg (ordem de marcha), até em 2ª marcha. A velocidade podia não impressionar, mas conforto e torque tornavam as viagens agradáveis. Nos te**es realizados por Duas Rodas em 1983 a Amazonas 1600 acelerou de 0 a 100 km/h em 9 segundos e atingiu 160 km/h. O preço correspondia a quatro Honda CG 125, ou cerca de R$ 40 mil em valores atuais. A exclusividade do projeto e o baixo custo para uma moto de alta cilindrada despertaram interesse para exportações à Europa e até Estados Unidos.

Vendida em 1986 para o empresário Guilherme Hannud Filho, a marca das extravagantes 1600 continuou por mais dois anos. Até outubro de 1988 foram produzidas 450 unidades. Oito delas equipadas com sidecar, uma centena vendida para polícias e exército e algumas com motor ampliado para 2.275cc foram exportadas para os Estados Unidos.

O fim da Amazonas não colocou um ponto final nessa história. Gomide e Biston projetaram outra moto com motor VW 1600, uma evolução da Amazonas com chassi de aço estampado, transmissão por eixo cardã e suspensão traseira monobraço. Mais leve e potente, foi batizada de Kahena (rainha guerreira árabe do século 7) e lançada no Salão do Automóvel de 1990. Teve versões com estilo cruiser americano e carenagem integral, mas no fim da década a produção foi encerrada devido à concorrência de modelos importados cada vez mais acessíveis diante da valorização do Real.



Ficha técnica

Motor: 1.584cc, 4 cilindros opostos, 2 válvulas por cilindro, comando no bloco, refrigeração a ar

Diâmetro x curso: 85,5 mm x 69 mm

Taxa de compressão: 7,2:1

Potência: 56 cv a 4.500 rpm

Torque: 10 kgf.m a 3.000 rpm

Alimentação: 2 carburadores

Câmbio: 4 marchas e ré

Chassi: berço duplo em tubos de aço

Suspensões: garfo telescópico na dianteira e biamortecida na traseira

Pneus: 5.00-16 na dianteira e na traseira

Freios: 2 discos com pinças de 1 pistão na dianteira e disco com pinça de 1 pistão na traseira

Peso: 407 kg (ordem de marcha)



©Copyright Duas Rodas. Para adquirir direitos de reprodução de conteúdo, textos e/ou imagens: [email protected]

Pai, porque as pessoas que pilotam motos parecem tão felizes?- Olha filho, na minha opinião eles são loucos.Eles tem uma...
12/09/2019

Pai, porque as pessoas que pilotam motos parecem tão felizes?

- Olha filho, na minha opinião eles são loucos.
Eles tem uma estranha filosofia, eles pensam que são livres, eles acreditam em aproveitar o vento em suas faces, a poeira, a chuva, o sol e todo o resto.
Eles chamam seus amigos de irmãos; eles ajudam uns aos outros, eles se comprimentam mesmo se o outro for um desconhecido.
Quando eles descem das motos se abraçam como se não se encontrassem a anos, eles vivem o momento, eles estão suscetíveis a morrer a qualquer momento e aparentemente não se importam.

- Pai, você pode comprar uma moto pra mim?

01/09/2019

A história sobre duas rodas

Tudo começou em 1869


Cartaz de propaganda anunciando os vencedores do 1º Campeonato de Turismo no Brasil, em 1919
A motocicleta foi inventada simultaneamente por um americano e um francês, sem se conhecerem e pesquisando em seus países de origem. Sylvester Roper nos Estados Unidos e Louis Perreaux, do outro lado do atlântico, fabricaram um tipo de bicicleta equipada com motor a v***r em 1869. Nessa época os navios e locomotivas movidas a v***r já eram comuns, tanto na Europa como nos EUA, e na França e na Inglaterra os ônibus a v***r já estavam circulando normalmente. As experiências para se adaptar um motor a v***r em veículos leves foram se sucedendo, e mesmo com o advento do motor a gasolina, continuou até 1920, quando foram abandonadas definitivamente.



Primeira motocicleta com motor de combustão interna, foi fabricada na Alemanha por Gottlieb Daimler, em 1885
O inventor da motocicleta com motor de combustão interna foi o alemão Gottlieb Daimler, que, ajudado por Wilhelm Maybach, em 1885, instalou um motor a gasolina de um cilindro, leve e rápido, numa bicicleta de madeira adaptada, com o objetivo de testar a praticidade do novo propulsor. A glória de ser o primeiro piloto de uma moto acionada por um motor (combustão interna) foi de Paul Daimler, um garoto de 16 anos filho de Gottlieb. O curioso nessa história é que Daimler, um dos pais do automóvel, não teve a menor intenção de fabricar veículos motorizados sobre duas rodas. O fato é que, depois dessa máquina pioneira, nunca mais ele construiu outra, dedicando-se exclusivamente ao automóvel.

Onde colocar o motor?


Ciclomotor de 48cm3: primeiro modelo criado pela Honda, em 1948
O motor de combustão interna possibilitou a fabricação de motocicletas em escala industrial, mas o motor de Daimler e Maybach, que funcionava pelo ciclo Otto e tinha quatro tempos, dividia a preferência com os motores de dois tempos, que eram menores, mais leves e mais baratos. No entanto, o problema maior dos fabricantes de ciclomotores - veículos intermediários entre a bicicleta e a motocicleta - era onde instalar o propulsor: se atrás do selim ou na frente do guidão, dentro ou sob o quadro da bicicleta, no cubo da roda dianteira ou da traseira? Como de início não houve um consenso, todas essas alternativas foram adotadas e ainda existem exemplares de vários modelos. Só no início do século XX os fabricantes chegaram a um consenso sobre o melhor local para se instalar o motor, ou seja, a parte interna do triângulo formado pelo quadro, norma seguida até os dias atuais.

A primeira fábrica


Neckarsülm alemã de 1906, a motocicleta mais antiga na exposição do Museu Histórico Nacional
A primeira fábrica de motocicletas surgiu em 1894, na Alemanha, e se chamava Hildebrandt & Wolfmüller. No ano seguinte construíram a fábrica Stern e em 1896 apareceram a Bougery, na França, e a Excelsior, na Inglaterra. No início do século XX já existiam cerca de 43 fábricas espalhadas pela Europa. Muitas indústrias pequenas surgiram desde então e, já em 1910, existiam 394 empresas do ramo no mundo, 208 delas na Inglaterra. A maioria fechou por não resistir à concorrência. Nos Estados Unidos as primeiras fábricas - Columbia, Orient e Minneapolis - surgiram em 1900, chegando a 20 empresas em 1910.
Tamanha era a concorrência que fabricantes do mundo inteiro começaram a introduzir inovações e aperfeiçoamentos, cada um deles tentando ser mais original. Estavam disponíveis motores de um a cinco cilindros, de dois a quatro tempos. As suspensões foram aperfeiçoadas para oferecer maior conforto e segurança. A fábrica alemã NSU já oferecia, em 1914, a suspensão traseira do tipo monochoque (usado até hoje). A Minneapollis inventou um sistema de suspensão dianteira que se generalizou na década de 50 e continua sendo usada, hoje mais aperfeiçoada. Mas a moto mais confortável existente em 1914 e durante toda a década era a Indian de 998cm3 que possuía braços oscilantes na suspensão traseira e partida elétrica, um requinte que só foi adotado pelas outras marcas recentemente. Em 1923 a motocicleta inglesa Douglas já utilizava os freios a disco em provas de velocidade. Porém, foi nos motores que se observou a maior evolução, a tecnologia alcançando níveis jamais imaginados. Apenas como comparação, seriam necessários mais de 260 motores iguais ao da primeira motocicleta para se obter uma potência equivalente a uma moto moderna de mil cilindradas. Após a Segunda Grande Guerra, observou-se a invasão progressiva das máquina japonesas no mercado mundial. Fabricando motos com alta tecnologia, design moderno, motor potente e leve, confortáveis e baratas, o Japão causou o fechamento de fábricas no mundo inteiro. Nos EUA só restou a tradicional Harley-Davidson. Mas hoje o mercado está equilibrado e com espaço para todo mundo.

A Motocicleta no Brasil
A história da motocicleta no Brasil começa no início do século passado com a importação de muitas motos européias e algumas de fabricação americana, juntamente com veículos similares como sidecars e triciclos com motores. No final da década de 10 já existiam cerca de 19 marcas rodando no país, entre elas as americanas Indian e Harley-Davidson, a belga FN de 4 cilindros, a inglesa Henderson e a alemã NSU. A grande diversidade de modelos de motos provocou o aparecimento de diversos clubes e de competições, como o raid do Rio de Janeiro a São Paulo, numa época em que não existia nem a antiga estrada Rio-São Paulo.
No final da década de 30 começaram a chegar ao Brasil as máquinas japonesas, a primeira da marca Asahi. Durante a guerra as importações de motos foram suspensas, mas retornaram com força após o final do conflito. Chegaram NSU, BMW, Zündapp (alemãs), Triumph, Norton, Vincent, Royal-Enfield, Matchless (inglesas), Indian e Harley-Davidson (americanas), Guzzi (italiana), Jawa (tcheca), entre outras.
A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi a Monark (ainda com motor inglês BSA de 125cm3), em 1951. Depois a fábrica lançou três modelos maiores com propulsores CZ e Jawa, da Tchecoslováquia e um ciclomotor (Monareta) equipado com motor NSU alemão. Nesta mesma década apareceram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito e no Rio de Janeiro começaram a fabricar a Iso, que vinha com um motor italiano de 150cm3, a Vespa e o Gulliver, um ciclomotor.
O crescimento da indústria automobilística no Brasil, juntamente com a facilidade de compra dos carros, a partir da década de 60, praticamente paralisou a indústria de motocicletas. Somente na década de 70 o motociclismo ressurgiu com força, verificando-se a importação de motos japonesas (Honda,Yamaha, Susuki) e italianas. Surgiram também as brasileiras FBM e a AVL. No final dos anos 70, início dos 80, surgiram várias montadoras, como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, Motovi (nome usado pela Harley-Davidson na fábrica do Brasil), Alpina, etc. Nos anos 80 observou-se outra retração no mercado de motocicletas, quando várias montadoras fecharam as portas. Foi quando apareceu a maior motocicleta do mundo, a Amazonas, que tinha motor Volkswagen de 1600cm3. Atualmente a Honda e a Yamaha dominam o mercado brasileiro, mas aí já deixou de ser história.

Texto publicado com autorização do site..

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18/08/2019

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21/07/2019

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29/06/2019

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