01/05/2026
O dia do trabalhador, celebrado em 1 de maio, é um marco na história mundial para comemorar todas as profissões. Desde a primeira Revolução Industrial, o conceito de trabalho vem sofrendo com consequentes alterações. Novas tecnologias criaram diferentes funções e profissões.
Toda a transformação, porém, manteve uma constância: o papel humano. Valorizar o trabalhador é, portanto, um importante papel de todas as empresas, organizações e institutos, na 𝕃𝕠𝕦𝕔𝕠 𝕡𝕠𝕣 𝕔𝕒𝕣𝕣𝕠𝕤 𝔹𝕣𝕒𝕤𝕚𝕝 não poderia ser diferente.

Dia do Trabalho
no Brasil
Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história.
A data foi estabelecida em 1889 pela Segunda Internacional Socialista, um congresso realizado em Paris que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa.
Ao escolher 1º de maio como Dia do Trabalho, os participantes desse encontro prestaram uma homenagem aos operários e a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.
No Brasil, a data foi consolidada em 1924. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.
Como o dia do trabalhador veio para o Brasil?
Pensando no Brasil, a valorização do dia 1º de maio teve início na década de 1890. Nesse período histórico, a indústria brasileira vivenciava um processo acentuado de desenvolvimento. Entretanto, foi apenas em 1924 que a data foi reservada como “Dia do trabalhador”.
O crescimento industrial fez com que fossem formados os primeiros movimentos de trabalhadores organizados, principalmente nas maiores cidades da época: São Paulo e Rio de Janeiro. Várias questões ideológicas figuravam esses movimentos: o anarcossindicalismo — de origem italiana — e o comunismo são exemplos.
Em 1917, São Paulo foi protagonista de uma das maiores greves gerais já registradas no país. A força do movimento trabalhista foi crescendo cada vez mais. Em 1924, o presidente Arthur Bernardes resolveu acatar o movimento internacional e transformou o dia 1º de maio como feriado nacional para celebrar o trabalhador.
A valorização da data cresceu principalmente na época do Estado Novo varguista. Com uma política popular, Getúlio Vargas organizou em seu governo uma série de leis — destaque para o Decreto-lei nº 5.452 — trabalhistas, aproveitando o dia primeiro para promover eventos de autopromoção do governo, com festas para os trabalhos.
Foi no governo varguista que foram estabelecidas as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sendo fixadas os direitos básicos como salário mínimo e duração da jornada de trabalho.