22/05/2019
Uma das páginas mais importantes da história do automobilismo mundial terminou de ser escrita na última segunda-feira. Aos 70 anos, morreu Andreas Nikolaus Lauda, ou somente Niki Lauda, tricampeão mundial de Fórmula 1 e atual presidente não executivo da Mercedes. O piloto morreu em uma clínica em Zurique, onde foi internado por problemas renais.
Nascido em Viena em 22 de fevereiro de 1949, ele foi tricampeão mundial, dois com a Ferrari em 75 e 77 e um com a McLaren em 1984. O único piloto que conquistou o título em ambas as equipes.
Em 1976, Niki sofreu um gravíssimo acidente no perigoso circuito de Nürburgring, na Alemanha. A condição de Lauda após o acidente era tão delicada que um padre foi chamado para lhe aplicar a extrema-unção, mas foi duramente repelido pelo próprio Niki. De forma impressionante, ele se recuperou e, apenas 40 dias depois da batida, estava ao cockpit de sua Ferrari, nos treinos para o GP da Itália.
Nas provas finais de 1976, Lauda ainda brigou pelo título com o inglês James Hunt, mas na decisão do título, em Fuji (Japão), choveu demais e Lauda desistiu da prova, alegando falta de segurança. Hunt terminou em terceiro e se sagrou campeão com um ponto de vantagem.
O velho campeão foi fundamental para melhorar as condições de carros e autódromos, e junto de nomes como Gerhard Berger, Michael Schumacher e Ayrton Senna lutou para tais melhorias no quesito segurança.
Em sua longa carreira, conseguiu ganhar 25 das 171 corridas, começando 24 vezes na pole position. Considerado um dos melhores pilotos da história, ele foi apelidado de “o computador” por sua capacidade de identificar todos os defeitos, até os aparentemente imperceptíveis, do carro que pilotava.
Descanse em paz, Niki.