08/03/2026
Estamos em 2026, no começo da temporada do campeonato mundial de Fórmula Um. Este ano vem com grande expectativa uma vez que o regulamento sofreu uma drástica mudança. O trem de força agora tem sua potencial total constituída de 53% do motor a combustão (ICE) e 47% do motor elétrico (EM) [Stepien, 2025]. Além disso, uma outra mudança tem chamado atenção, que é o uso de um combustível sintético, não derivado do petróleo. Isso é parte do projeto da F1 em zerar as emissões de carbono até 2030 [Fekry, 2024].
Anos atrás a F1 publicou um gráfico no qual mostrava as fontes de CO2 e NOx por trás de seus eventos. Ali ficava claro que os carros eram parte minoritária dessas emissões. Entretanto, estes estão sendo alvo de uma grande mudança. Não entrarei nos motivos dessa mudança nesse texto, mas não é tão difícil observar que os carros elétricos ganharam um espaço inesperado. Mais surpreendente ainda é que não são de marcas ocidentais, e sim de marcas chinesas. Posto isso, uma das mudanças adotadas nos carros é o uso de combustível sintético (e-fuel), um hidrocarboneto produzido pela eletrólise da água através de eletricidade e usando CO2 de fontes como gases industriais ou do próprio ar atmosférico. Neste artigo será abordado o que caracteriza um combustível sintético e as razões por trás de sua adoção, além de um comentário acerca desses aspectos.
https://carrosinfoco.com.br/2026/03/combustivel-sintetico-o-laboratorio-da-f1-e-o-abismo-entre-o-luxo-e-o-transporte-de-massa/