04/06/2026
Poesia do Maior Poeta do Araripe
Otacílio Pereira de Carvalho,
por Artur Jorge Bezerra Ulisses seu neto.
Meditando
Ignoro se provenho das moneras
Dos oólitos caídos noutras eras,
Resultantes de choques siderais.
O que sei é que fui jogado ao mundo
Para ingressar no grupo mais fecundo
Da escala zoológica dos mortais.
Mas se perscruto e se vasculho a mente,
Sinto que existe um SER onipotente,
Que domina do mundo os elementos.
Uma força que faz girar planetas,
Perfumar flores, ornar borboletas,
Doar aos homens cérebros portentos.
Desse poder sublime escuto o eco,
Constantemente, a me dizer assim:
“Eu sou o teu autor, pobre boneco,
Sou o princípio, sou o meio, o fim”.
“Tudo que existe, tudo que se cria
Dentro do cosmo, da biologia,
É lei eterna que obedece a Mim.”
E esse brado que os tempos atravessa,
Queiram ou não queiram crentes ou ateus,
É a voz infalível que não cessa
De dizer para o homem: “SOU TEU DEUS!”