31/01/2026
Aos 41 anos, descubro que tenho bipolaridade
Depois de meses — quase um ano inteiro — fazendo terapia, olhando para dentro de mim, enfrentando medos, lembranças e emoções que nem sempre consegui entender, finalmente tive uma resposta: tenho transtorno bipolar.
Não foi uma descoberta fácil. Na verdade, por muito tempo eu achei que tudo que eu sentia era apenas parte da vida: os altos intensos, a energia fora do comum, as ideias mil por hora... e depois, os dias escuros, o cansaço profundo, a falta de sentido e o peso de existir. Parecia que eu estava sempre indo de um extremo ao outro, sem conseguir encontrar o meio-termo.
Durante a terapia, comecei a me enxergar com mais clareza. Passei a notar padrões no meu comportamento, nas minhas emoções, nas minhas reações. Junto com a psicóloga e o psiquiatra, cheguei a esse diagnóstico. E, por mais assustador que possa parecer, também foi um alívio. Um nome para aquilo tudo que sempre me acompanhou em silêncio.
Saber que tenho transtorno bipolar não muda quem eu sou, mas me ajuda a me cuidar melhor. A entender que não sou fraca, instável ou exagerada — sou alguém com uma condição de saúde mental que pode ser tratada e gerenciada.
Essa descoberta, aos 41 anos, me traz dor, sim, mas também traz esperança. Ainda dá tempo de viver com mais equilíbrio, com mais consciência, com mais amor por mim mesma.
🔴*DIAS BONS E DIAS RUINS, MAS VAI DA CERTO*🔴