13/09/2017
Manutenção preventiva.
Você já ouviu falar de borra de óleo? Trata-se de um problema que vem atingindo com maior freqüência a frota brasileira nos últimos oito anos. Sua ocorrência é maior nos motores mais modernos, que exigem mais atenção na manutenção. Os resultados de sua ocorrência são drásticos e podem significar prejuízos que variam entre R$ 300,00 e R$ 10.000,00.
A borra de óleo é uma solidificação do óleo do motor de seu carro, que vai ganhando uma consistência pastosa e passa a ter dificuldades de percorrer as galerias internas. Com o tempo, a bomba de óleo passa a perder pressão e as peças móveis - como os tuchos, comando de válvulas, mancais de bielas, bronzinas e virabrequim - param de receber lubrificação, levando ao travamento total do motor.
O óleo se solidifica por três motivos: oxidação, degradação e contaminação. A oxidação e a degradação acontecem quando o proprietário simplesmente deixa de trocar o óleo do carro. Poucos notam que a maioria da frota nacional roda em tráfego urbano e trajetos curtos. Tais condições obrigam a troca em metade do prazo ideal estipulado pelo manual de proprietário, uma vez que o motor trabalha em temperaturas maiores e exige mais do óleo. Isso vale para óleos minerais, semi-sintéticos ou sintéticos.
Outros motivos são a utilização de lubrificantes inadequados ou de baixa qualidade - diferentes dos recomendados pelo fabricante - e a falta de manutenção no sistema de arrefecimento. Principal responsável por manter baixa a temperatura do motor, o radiador deve estar sempre com aditivo. Caso esteja só com água, o lubrificante passa a exercer sua função e tem a vida útil diminuída.