Nos gabinetes vivia-se debaixo da luz artificial. Que pouco a pouco nos põe pálida a alma. Quando um dia fechei a porta e saí para a rua, não conhecia bem os ciclos do Sol, a diferença entre as Estações, o odor que f**a na terra depois de chover. As belas viagens mancham, mas as salpicaduras de barro são mais belas que os cromados. A vida intensa enruga-nos a pele e sem dúvidas, olhamos com atraçã
o para um rosto realmente vivido. A alma que se entrega à paixão de viver não se desgasta. Não devemos temer em sacrif**ar
algo de limpeza e juventude em fazer aquilo que nos apaixona verdadeiramente, porque sempre valerá a pena.Uma vez perguntaram-me: ” porque não viajas de carro?” Viajar de moto é uma das últimas aventuras que sobram! Viajar de carro é ir dentro de uma caixa onde entra ar do exterior. Mas na moto, nós estamos no ar exterior! Não há barreiras entre a paisagem e nós, somos golpeados pela chuva, pelo vento e pelo Sol.Claro que nos cansamos e estaremos expostos a riscos, mas seremos ágeis como centauros, qual cavaleiro nômada de forte têmpera. Não carregarás mais o “imprescindível” e aprendes a renunciar ao acessório". Assim é ART OF RIDING.