06/09/2016
Somos humanos demais para aceitar a partida de alguém que, até há pouco tempo, fazia parte do nosso dia a dia. Somos egoístas demais para aceitar que a vida nunca estará sob nosso controle e que alguém por quem passamos dias, meses, anos construindo um sentimento, um laço, simplesmente nos é tirado. O fato é que a natureza nunca nos enganou, nós é que escolhemos ignorar a efemeridade da vida porque tememos aquilo que não conhecemos, como a morte.
Mas no mundo, de vez em quando, somos contemplados com pessoas diferentes. Pessoas que, ao invés de ignorar a fragilidade de ser humano, reconhecem sua pequenez diante da vida e optam por acreditar naquilo que muitas vezes não podemos controlar.
O professor Francisco com certeza foi uma dessas pessoas. Ele preferiu optar pela coragem de acreditar no que não é concreto à comodidade de ser pessimista. E foi assim que, durante esses anos, nos mostrou força em manter a fé! A fé em Deus, sempre carregando suas crenças fiel e inabalavelmente e, claro, a fé na gente, quando até a gente mesmo não acreditava mais.
Eu tenho certeza que posso falar por todo o Terceirão de 2015 que sua presença nos marcou de várias formas. Uma palavra, um gesto... Sempre com o intuito de nos tornar mais crentes na vida.
Hoje, sor, tenho certeza que está aí pertinho dAquele a quem você dedicou cada momento da sua vida, colhendo os frutos de cada sementinha que plantou por aqui. Descanse em paz e contente, sua missão aqui na Terra foi cumprida com êxito!
Um abraço recheado de saudade da sua turma do 3°EM-2015