Marcha das Vadias Londrina

Marcha das Vadias Londrina A primeira edição da Marcha das Vadias Londrina, aconteceu no dia 2 de junho de 2012, reuniundo cente São direitos que estão interligados. Por que marchar?

A marcha das vadias de Londrina tem como propostas base o questionamento de padrões socialmente impostos - relacionados ao gêneros masculino e feminino - e a não aceitação às diversas manifestações de preconceito resultantes de tais imposições sofridas por nós, cidadãos do Estado brasileiro. Como sabemos e vivenciamos, as camadas mais atingidas por padrões sociais coercitivos e maiores vítimas da

discriminação são compostas por mulheres, homossexuais, bissexuais, transexuais, transgêneros, afro-descendentes e outros tipos de "minorias". Isso significa que a sociedade impõe, basicamente, regras ao comportamento de qualquer indivíduo que são pautadas em argumentos excludentes, machistas, racistas e opressores a qualquer forma de expressão que não se enquadre em seus padrões. Por isso mesmo defendemos a livre atuação dos indivíduos, sem as amarras das imposições. A marcha propõe principalmente a total intolerância à violência física e simbólica direcionada a esses grupos diariamente. Consequentemente, propõe a efetiva defesa dos mesmos e o repúdio a uma cultura que culpa mulheres por qualquer violência sofrida. Como exemplo dessa cultura machista e opressora, citamos a recente declaração de um policial canadense, que inspira o nome da marcha: "Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro". Somam-se a essas as declarações do apresentador Rafinha Bastos, quando afirmou que uma mulher feia deveria agradecer por ser estuprada e que o estuprador deveria ser abraçado ao invés de julgado, sem contar a rotulação as homossexuais lésbicas também são alvo de violência por serem tratadas como pervertidas, doentes e passivas de correções, seja por intervenções médicas ou por estupro “corretivo”. A marcha das vadias de Londrina é um movimento legítimo, apartidário, baseado nos direitos civis propostos por um Estado democrático e laico. Buscamos a efetivação dos direitos individuais, entre os quais destacamos: o direito de ir e vir, à igualdade, à liberdade de expressão e decisão sobre o próprio corpo e, sobretudo, o direito à vida. Nesse contexto, o direito de ir e vir é muitas vezes suprimido, já que uma mulher, um homossexual, bissexual, travesti, transexual, etc, tem medo de ser vítima de violência ao andar nas ruas, sendo também vítima de uma sociedade machista e intolerante. “No Brasil, aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano”. O direito à igualdade diz respeito à igualdade de gênero, uma vez que metade da população feminina não tem emprego, contra 30% da população masculina; quase dois terços dos analfabetos adultos do mundo são mulheres; mulheres ganham menos, mesmo tendo o mesmo nível de educação. Tais dados são reflexo de uma sociedade patricarcal, que subjuga o feminino. Em relação à liberdade, diz respeito à liberdade de se expressar da maneira como desejar, usando as roupas que desejar, vivenciando sua sexualidade de maneira livre sem ser julgada como “vadia”, “promíscua”, “leviana”, entre outros termos. Isso, por sua vez, em hipótese alguma, fere o direito de liberdade do outro. E claro, não dá o direito a alguém para agir violentamente, de forma física ou simbólica. A roupa que eu visto não é um convite a ser estuprada. Quem deve ser julgado pelo estupro não é a mulher, e sim o estuprador. Nesse sentido, o "direito de decidir sobre o próprio corpo" implica que cabe a SOMENTE A NÓS a decisão de como intervir sobre ele. Isso automaticamente exclui o Estado e instituições religiosas como fatores influenciáveis em tal questão. E o direito à vida é a principal de todas as reivindicações, pois diariamente assistimos a casos de vítimas fatais de violência. Assistimos a mulheres perdendo suas vidas, sendo vítimas de agressões extremas, abortos inseguros, humilhações e coerções diversas, reféns do machismo e da hipocrisia. Para questionar o modo de vida baseado em conceitos binários, excludentes e segregatórios pautados na divisão de papéis "reservados" para o sexo feminino em detrimento do masculino e vice-versa, excluindo qualquer conexão entre fatores anatômicos e comportamentais;

Para propor a igualdade de gêneros entre o que se considera até hoje como o "feminino" e o "masculino";


Para fomentar tolerância a crimes sexuais, os quais muitas vezes são justificados e amenizados por atitudes da mulher, julgando-a e condenando-a ao papel daquela que “pediu para ser estuprada”. Nesse sentido, revindicamos a criminalização do estuprador, repudiando o julgamento a(ao) estuprada/o;

Para repudiar qualquer forma de violência, sobretudo o estupro e “estupro de correção” (que acontece como forma de "corrigir" e "re-educar" mulheres lésbicas, achando que tal atitude a torne heterossexual);
Para defender a figura da mulher como livre para exercer sua sexualidade, não aceitando imposições provenientes de uma sociedade machista que dita como ela deve se comportar. Para questionar imposições provenientes de concepções religiosas, onde a sexualidade deve ser exercida sobretudo para a reprodução;

Para defender que a decisão sobre o próprio corpo cabe SOMENTE à mulher;

Pelo aborto como um direito de livre escolha;
Por uma atuação mais comprometida, profissionalizada, humanizada e 24 horas por parte da delegacia da mulher e outros órgãos públicos e para a efetivação da lei “Maria da Penha”. Para protestar sobre a utilização do corpo da mulher como mera mercadoria (expressa em diversos veículos da mídia) e para questionar esse padrão que expressa uma realidade distorcida da anatomia feminina, subjugando outras expressões de beleza;

Para criticar a heteronormatividade e propor o respeito a qualquer expressão do amor e da sexualidade, que deve ser LIVRE e isenta de interpretações ligadas à patologia, desvios ou perversão, como pregam determinadas instituições e correntes ideológicas;

Por um Estado laico e pela emancipação humana, para que através dela possamos exercer todas as nossas potencialidades individuais e criar transformações no coletivo que sejam livres de julgamentos e de qualquer tipo de opressão. São os questionamentos e protestos públicos que proporcionam mudanças nas sociedade. Marcha das vadias Londrina


Referências:
“Direitos do homem e do cidadão no cotidiano”. Disponível em: http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=7&id_subtema=5. Acesso em 15/05/2012
É necessário comemorar um dia do homem? Disponível em: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/07/14/e-necessario-comemorar-um-dia-do-homem/. Acesso em: 11 de maio de 2012. GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012
Grupo Gay da Bahia. Disponível em: http://www.ggb.org.br/welcome.html. Acesso em: 15 mai. 2012
Marcha das Vadias Rio de Janeiro. Disponível em: http://marchadasvadiasrio.blogspot.com/. Acesso em: 15 mai. 2012TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.

10/03/2018
02/03/2018

"Vamos todas juntas? Convidem todas as Manas!
Dia 8 de março, Londrina!
Concentração a partir das 14h, no Monumento à Bíblia (Lago Igapó).
Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós. Chega dessa violência sistêmica e de retrocesso em nossos direitos!
Compartilhem esse vídeo e ajudem a divulgar o evento!"

Um vereador de Londrina está processando várias cidadãs por danos morais, como se fosse justo e perfeito. Agora processo...
05/10/2017

Um vereador de Londrina está processando várias cidadãs por danos morais, como se fosse justo e perfeito. Agora processou também um Padre da cidade e a Arquidiocese de Londrina soltou uma nota de desagravo sobre o caso.
Ela é muito bem escrita e resume um pouco o que estamos passando e o que este vereador vem fazendo.
Somos solidárias ao Padre em questão e queremos que saibam que estamos juntas nesse enfrentamento.

CJP emite nota de desagravo Notas Pastorais e Movimentos Útimas Notícias publicado por PASCOM Arquidiocesana - 3 de outubro de 20173 de outubro de 2017 0 A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Londrina emitiu uma nota de desagravo. Veja: NOTA DE DESAGRAVO No dia 29/09/17, foi publicada no si...

Chega de retrocessos!É pela vida das mulheres!
07/06/2017

Chega de retrocessos!
É pela vida das mulheres!


O PL que pretende instituir o Dia do Nascituro no calendário de comemorações do município de Londrina foi aprovado pela Câmara dos Vereadores e segue para sanção ou veto do poder executivo.
O movimento de mulheres e feminista de nossa cidade entende que o projeto é uma afronta aos direitos já instituídos das mulheres. Entre outros, prevê que o tema seja abordado nas escolas infantis, incentivando as meninas a levarem adiante a gravidez resultante de um estupro adiante!
pela vida das mulheres e pela integridade e dignidade de nossas meninas, somos contra o Dia do Nascituro e exigimos o veto total do prefeito Marcelo Belinati.
Se você também é contra, compartilhe essa publicação! Não iremos nos calar!



Escola sem pensamento crítico não é escola! Queremos Londrina sem  "Escola sem Partido"!
07/06/2017

Escola sem pensamento crítico não é escola!
Queremos Londrina sem "Escola sem Partido"!


Além do Dia do Nascituro, grupos reacionários pretendem instituir o Escola sem Partido em nossa cidade.
Pretendem que acreditemos que há neutralidade no ensino, mas não há!
Trata-se de um projeto que visa permitir somente uma visão de mundo seja apresentadas às nossas crianças, ferindo os princípios democráticos de liberdade de pensamento e expressão!
Quem perde? Todas/os perderemos, mas principalmente as filhas e filhos dos trabalhadores que terão cerceado seu direito à educação de qualidade e ao pensamento crítico!
Escola sem pensamento crítico não é escola!


01/09/2016
ATENÇÃO!!!A concentração segue até as 14:30h e o percurso foi alterado, iremos pelo calçadão até a Minas Gerais sentido ...
02/07/2016

ATENÇÃO!!!

A concentração segue até as 14:30h e o percurso foi alterado, iremos pelo calçadão até a Minas Gerais sentido Co**ha Acústica, onde acontecerão as atividades artísticas até as 18h!

CHEGOU A HORA, MULHERADA!
02/07/2016

CHEGOU A HORA, MULHERADA!

É daqui a pouco!!!Concentração em frente a Lojas Pernambucanas: 12hSaída da Marcha: 14hChegada prevista na Co**ha: 16hLe...
02/07/2016

É daqui a pouco!!!

Concentração em frente a Lojas Pernambucanas: 12h
Saída da Marcha: 14h
Chegada prevista na Co**ha: 16h

Levem seus cartazes, depoimentos, tintas, canetas, cartolinas, voz, força e não se esquecem: hidratação e proteção contra o excesso de sol são importantes, principalmente para quem vai com crianças!!!
Levem garrafinha de água e protetor solar ou chapéu!

"Pra ser mulher, ser menina, não precisa ter va**na!!!"

É hoje!!!!Vamos que ainda dá tempo!
02/07/2016

É hoje!!!!
Vamos que ainda dá tempo!

Endereço

Avenida Duque De Caxias, 635 - Jd Mazzei II
Londrina, PR
86015-901

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